Investimento conservador
Os investidores vivem correndo atrás de alguém que lhes contem em segredo uma boa “dica” de aplicação. Mas o melhor investimento dos últimos anos não era segredo para ninguém: os títulos do governo brasileiro. Eles reúnem duas qualidades muito caras a qualquer investidor: segurança e rentabilidade. As altas taxas de juro que o Brasil vem pagando em mais de uma década atraiu estrangeiros de diversas partes do mundo. Mas para a grande maioria dos brasileiros este investimento, acessível mesmo para pequenos investidores ainda é desconhecido.
O que é o Tesouro Direto?
Comprar títulos do Tesouro é um investimento seguro?
Como escolher uma corretora?
Uma corretora que cobra taxa zero de custódia tem mais risco?
Mas por que eles não cobram nada pelo serviço?
Qual o risco do investimento no tesouro direto?
Como escolher um título?
Caderneta de poupança ou Tesouro Direto?
Fundos DI ou Tesouro Direto?
Planos de previdência ou Tesouro Direto?
É um programa do Tesouro Nacional para a venda de títulos do governo federal pela internet para pequenos e médios investidores. Atualmente, de 150 à 200 reais já é possível iniciar uma aplicação.
Sim. O título do governo federal é considerado o investimento de menor risco, o mais conservador. Isso porque o devedor é o governo brasileiro. Ou seja, o risco de o governo não honrar o pagamento de um título é muito baixo.
Este é um ponto muito importante por que os custos cobrados por uma corretora podem tirar muita rentabilidade de sua aplicação. Por isso atenção na escolha da corretora. Aqui você encontra um ranking das taxas cobradas pelos agentes de custódia (corretores) autorizados a operar no Tesouro Direto.
Não. A corretora é apenas um intermediário na compra e venda dos títulos, da mesma forma quando você compra um imóvel o corretor é apenas o elo entre o comprador e o vendedor e recebe uma remuneração por este trabalho.
Porque eles têm interesse em iniciar um relacionamento com você e no futuro apresentar outros produtos da corretora, como fundos e ações.
Veja aqui o caminho para a compra dos títulos.
Há dois tipos de riscos: crédito e mercado.
O risco de crédito é o risco do emissor do papel não honrar o pagamento do título. Neste caso o emissor é o Tesouro Nacional, ou seja o risco do não pagamento é muito baixo.
O risco de mercado é o risco de oscilação nas taxas. O preço de um título pode variar diariamente de acordo com o aumento ou a redução da procura pelo papel.
Se você compra, por exemplo, um título com taxa prefixada (já determinada no momento da aplicação) e a taxa básica da economia sobe, este papel tende a perder o valor porque embute uma remuneração menor do que a taxa que está sendo praticada naquele momento.
No entanto, se a taxa básica da economia cai, este papel tende a aumentar de valor porque entregará ao investidor uma taxa maior do que a taxa básica da economia no momento.
Note que o investidor só está exposto a esse tipo de oscilação se ele decide vender o título antes do vencimento. Se ele compra o papel e carrega até o seu vencimento, receberá a taxa de juros contratada na data da compra, sob qualquer circunstância. Isso dá mais clareza para os indivíduos, sobretudo os que compraram títulos prefixados.
No dois casos, contudo, o risco de crédito permanece sendo o governo federal. Ou seja, no vencimento do papel é o governo que honra o pagamento do título.
Depende muito do horizonte de sua aplicação. Se for uma aplicação em que você não saiba ao certo quando precisará do dinheiro e talvez tenha de se desfazer do título antes do vencimento, as LFTs são indicadas, porque são os papéis que acompanham a oscilação diária das taxas de juro. Dessa forma, o risco de mercado é o menor. No entanto, por ser o papel de menor risco, em geral também é o de menor taxa.
Mas se os seus recursos são de prazos mais longos vale a pena procurar papéis com taxas mais atraentes. Veja aqui a relação dos papéis e suas taxas .
A grande atratividade da caderneta de poupança é não precisar pagar Imposto de Renda. No entanto, sua rentabilidade também é menor.
Já no Tesouro Direto você precisa pagar IR sobre o rendimento da aplicação. A alíquota do IR é reduzida com o aumento do prazo da aplicação.
Quanto maior o prazo e o valor do investimento, maior a diferença a favor do Tesouro Direto, mesmo com o pagamento do IR. Aqui você pode simular seu investimento e compará-lo com o retorno da caderneta de poupança. A simulação já traz o rendimento dos papéis do Tesouro descontado o IR e a taxa de corretagem.
Um ponto importante para decidir é o custo da aplicação via fundo de investimento DI ou fundos renda fixa. Num fundo, você tem o gestor que faz o trabalho de escolher e comprar e vender os títulos. Pode ser uma ótima ajuda, se você não precisar pagar muito por isso.
Em geral, fundos de investimento para pequenos e médios aplicadores costumam cobrar uma taxa de administração muito alta, o que reduz o retorno de sua aplicação. Portanto, compare sempre o custo. A partir de 1% de taxa de administração, a aplicação direta nos títulos passa a ser bem mais atraente.
Mais uma vez os custos da aplicação têm um impacto relevante para responder a esta pergunta. Nos planos de previdência você tem o benefício fiscal o que pode ser muito interessante para suas aplicações de longo prazo. Mas atenção, apenas nas aplicações de longo prazo. No entanto, esses planos costumam ter taxas de administração e também de carregamento muito altas que tiram toda a atratividade do produto.